A jornalista Eliane Halvez alcançou um marco significativo em sua carreira ao conquistar o 1º lugar no 14º Prêmio de Jornalismo do Ministério Público de Rondônia, na categoria Telejornalismo. O trabalho vencedor abordou o tema “A resposta ao crime organizado: GAECO-RO liderou operações contra ataques de janeiro”, uma reportagem complexa, detalhada e ousada, que exigiu apuração precisa e profundo conhecimento da cobertura policial.
Com 10 anos de atuação na televisão, Eliane construiu uma trajetória sólida dentro do jornalismo rondoniense. Iniciou sua carreira passando por diferentes veículos de comunicação, onde deu os primeiros passos na profissão. Mas foi na TV Meridional Band, hoje Grupo Rondovisão, que seu talento ganhou ainda mais força. Ali, Eliane encontrou o espaço ideal para desenvolver seu potencial e consolidar sua missão como jornalista.

Na emissora, ela se aperfeiçoou como apresentadora de TV, conquistando um programa próprio: o Rondônia Urgente – Segunda Edição, exibido no período noturno. Além disso, atuou como apresentadora de merchandising, produtora e diretora de jornalismo, ampliando sua visão sobre todas as etapas do processo comunicacional. Sua trajetória profissional tem como base a versatilidade, o empenho e a busca constante por aperfeiçoamento.
Com experiência também em rádio e comunicação multimídia, Eliane segue investindo em estudos, reciclagem e atualização técnica, mantendo firme o compromisso com um jornalismo sério, ético e comprometido com a sociedade.
Foi justamente na área que mais domina, a cobertura policial, que nasceu o material vencedor do prêmio. A reportagem exigiu coragem, preparo e sensibilidade, e reflete a vasta experiência acumulada ao longo dos anos, enriquecendo ainda mais sua bagagem profissional.
Para Eliane, o prêmio é mais que um reconhecimento técnico: é uma confirmação espiritual. Ela destaca que a missão de ser jornalista sempre foi evidenciada por Deus, e que é através d’Ele que cumpre diariamente esse propósito com amor, responsabilidade e verdade.

``Essa matéria sobre os ataques foi um dos maiores desafios da minha vida profissional. Teve um peso emocional muito grande. Um dos momentos mais difíceis foi gravar à noite, no residencial onde tudo começou. Ali havia medo, silêncio, tensão… e eu entendi que não era só uma reportagem, era responsabilidade. Para conseguir estar ali, eu precisei do amparo de uma equipe policial, e sou profundamente grata à equipe do sargento Machado, que foi humana, solícita e esteve conosco do início ao fim. Outro desafio foi o tempo. Juntar fatos tão delicados, organizar tudo dentro de segundos exatos, sem perder a verdade da história, exigiu muito de mim. Houve momentos em que a cabeça estava a mil, o cansaço tomou conta e a paciência quase se perdeu. Mas foi ali que eu parei, respirei, orei e pedi a Deus discernimento. Eu queria entregar excelência. Porque esse prêmio significava muito. Não só pelo troféu, mas pelo que ele representa: reconhecimento, validação e a sensação de estar entre os melhores jornalistas. Esse prêmio também carrega um testemunho. Durante anos, em várias tentativas, eu cheguei perto. Fui reconhecida, fiquei em segundo lugar, estive entre os melhores… mas ainda não era o primeiro. E, neste ano, o meu coração decidiu algo diferente. O foco foi o primeiro lugar. Não por vaidade, mas por necessidade de cura. Por entender que eu precisava vencer uma fase de dor, silêncio e frustração com coragem e excelência. Em 2024, eu estava me preparando para disputar algumas premiações, inclusive a do Ministério Público. Eu trabalhava à noite e, mesmo cansada, nas manhãs seguintes tentava gravar. Muitas vezes sem carro, sem equipamento, sem estrutura. Foram muitos contratempos. Até que, em um momento muito difícil, uma produtora pediu que eu derrubasse todas as minhas matérias. Aquilo me quebrou. Eu senti fracasso, invalidação, escanteio. E eu desisti de competir. Mas 2025 veio com uma decisão. Eu disse para mim mesma: eu vou tentar de novo. Eu vou competir em tudo o que eu puder. E numa madrugada, sozinha, eu orei. Eu disse: “Senhor, Tu conheces o meu coração e as minhas intenções. Se o que fizeram comigo foi injusto, me abençoa com apenas um prêmio. Não importa a colocação. Eu só quero estar entre os melhores.” E Deus ouviu. Em 2025, eu consegui participar de três premiações. E nas três eu ganhei. Em duas, fiquei em segundo lugar. E naquela que o meu coração mais ansiava, a do Ministério Público, eu fiquei em primeiro lugar. E o mais forte é isso: em nenhum momento eu disse a Deus que queria esse primeiro lugar. Mas Ele sabia. Ele sempre soube. Por isso, esse prêmio é para Deus. É honra, é gratidão. É a prova de que quando a gente quase desiste, Ele nos sustenta. Quando nos sentimos invisíveis, Ele nos exalta. E quando fazemos o nosso trabalho com verdade, fé e excelência, nada passa despercebido``.





















